Brasil supera a marca de 100 ouros em edições dos Jogos Paralímpicos

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Os atletas Yeltsin Jacques e Carol Santiago conquistam o lugar mais alto do pódio e levam o Brasil a um feito histórico.
OS ATLETAS YELTIN JACQUES E CAROL SANTIAGO CONQUISTAM O LUGAR MAIS ALTO DO PÓDIO E LEVAM BRASIL A UM FEITO HISTÓRICO.

Na contagem regressiva para encerrar os Jogos Paralímpicos, em Tóquio, neste domingo (5), o Brasil fez valer a ida e volta ao país com um feito histórico ao superar a marca de 100 ouros, contando todas as edições já realizadas. Dessa forma, a tão desejada medalha veio com a atleta Yeltsin Jacques na prova de 1500m da classe T11 (cegos), além disso a dobradinha de primeiro lugar aconteceu na natação com Carol Santiago alcançando a 101° medalha dourada. 

Assim, a delegação brasileira foi ao Japão com 87 ouros já conquistados, sendo 14 alcançadas neste jogos, igualando aos jogos do Rio 2016, que vem mantendo o índice do alto desempenho, que os atletas vem apresentando. Neste momento, o Comitê Paralímpico Brasileiro se mantém na 6° posição no quadro de medalhas. 

Veja os maiores medalhista de ouro do Brasil, até o momento: 

Daniel Dias – Natação 

No que podemos chamar de fenômeno nas águas, Daniel Dias que está se despedindo delas neste jogos, deixa um legado impressionante em toda sua trajetória. São 14 ouros em três edições das Paralimpíadas, sendo seis em Londres 2012, quando venceu todas as provas individuais que disputou. E quatro vezes no lugar mais alto do pódio no Rio 2016. 

Em Tóquio, o atleta teve que passar por uma reclassificação obrigatória, que analisa atletas com deficiências funcionais para determinar em qual categoria eles vão competir. E o colocou ao lado de atletas com deficiências menos restritivas tendo até agora a conquista de três bronzes. 

André Brasil – Natação 

Outro grande nome da natação é André Brasil, que acumula três ouros em Londres 2012 e mais quatro em Pequim 2008. No Rio, André conquistou duas pratas e dois bronzes, levando a ser o segundo brasileiro com mais medalhas em Paralimpíadas. 

Neste jogos, o nadador infelizmente ficou de fora, por conta uma reclassificação, sendo colocado que só poderia competir na natação convencional. Ele chegou a entrar com uma ação contra a decisão do Comitê Paralímpico Internacional, mas o pedido foi rejeitado por uma corte alemã.

Clodoaldo Silva – Natação 

Em terceiro lugar, o nadador já aposentado desde do Rio 2016, Clodoaldo Silva, também traz sua marca com seis medalhas de ouros, sendo seis ouros conquistados apenas em Atenas de 2004, além disso teve uma prata. Também tem em sua carreira tem cinco pratas e dois bronzes.

Cloaldo disputou um total de cinco edições dos Jogos, a partir de Sydney 2000. 

Luiz Cláudio Pereira – Atletismo 

Representando o atletismo, Luiz Cláudio Pereira é até hoje, um grande recordista do número de medalhas conquistadas. Desse modo, ao todo foram nove medalhas, sendo seis delas de ouro e três de prata, em modalidades que incluem o arremesso de peso, lançamento de dardo e o lançamento de disco.

Após se aposentar, o ex-atleta também foi vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro. 

Ádria Santos – Atletismo 

Não tem pra ninguém! Até o momento, nenhuma outra mulher que ganhou tantas medalhas quanto a velocista Ádria Santos. Entre os anos de 1998 a 2008, realizados respectivamente Seul e Pequim, a atleta carrega no peito quatro ouros ao vencer os 100 metros rasos em três edições (Barcelona 1992, Sydney 2000 e Atenas 2004) e os 200 metros rasos em Sydney 2000.

Ainda assim, Ádria fez sua última participação nos jogos da China, encerrando sua carreira paralímpica.

Antônio Tenório – Judô 

O Judoca Antônio Tenório tem o total de quatro ouros nas edições consecutivas: Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008. 

O atleta entrou para a história, pois foi o primeiro paralímpico brasileiro a vencer que não fosse atletismo ou natação.

Ainda assim, foi bronze em Londres 2012 e prata na Rio 2016. No entanto em Tóquio ele volta sem medalhas, após perder a disputa pelo bronze. 

Dirceu Pinto – Bocha 

Dirceu Pinto é considerado o atleta de bocha que apresenta o melhor desempenho na história do Brasil. 

Ele venceu as provas individual e em duplas em duas edições seguidas: Pequim 2008 e Londres 2012, com total de quatro ouros. Dirceu deixou seu legado nos esportes, após morrer em abril de 2020, por causa de problemas cardíacos.

Marquinhos – Futebol de 5 

O ex-jogador de futebol Marquinhos esteve presente participando de quatro edições, dessas, todas foram conquistas do Brasil nos Jogos Paralímpicos. 

Depois de quatro participações, Marquinhos se aposentou e não faz parte da seleção. Em Tóquio, os jogadores estão em busca do pentacampeonato, que vem tendo uma ótima campanha com goleadas. 

Lucas Prado – Atletismo 

Lucas Prado, é dono de cinco medalhas ao todo, sendo três delas de ouro. Todas foram conquistadas em Pequim 2008, quando ele venceu os 100, 200 e 400 metros rasos.

Em Londres 2012, ele foi prata nos 100 e 400 metros rasos. Na Rio 2016, ficou sem medalha, pois sofreu uma lesão e, agora, tem em busca de uma subida no pódio de Tóquio, onde garantiu uma vaga nesta terça-feira. 

Terezinha Guilhermina – Atletismo 

Outra velocista, que mostra alto índice de desempenho, é  Terezinha Guilhermina, sendo a segunda maior medalhista paralímpica entre as mulheres do Brasil, com oito no total, dessas três são ouros conquistados nos 200 metros rasos em Pequim 2008 e nos 100 e 200 metros rasos em Londres 2012.

Além disso, acumula em sua carreira duas pratas e três bronzes — duas delas, uma prata e um bronze, na Rio 2016, sua última participação em Paralimpíadas se aposentando em seguida. 

Texto: Carolina Didonet
Edição: Daniel Outlander

Equipe Prêmio Jovem

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