Anitta desmente rumores de uma face roqueira após lançamento de ‘Boys Don`t Cry’: ‘Não veio era nenhuma’

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CANTORA PARTICIPOU DE COLETIVA DE IMPRENSA ONDE DESVENDOU MISTÉRIOS POR TRÁS DA MÚSICA.

Boys Don’t Cry” já está entre nós, e o novo single de Anitta focado no mercado internacional está dando o que falar. Se não bastasse o time de compositores, produtores e filmmaker que trabalharam com a artista, Anitta revelou uma vibe Rock com o lançamento.

Logo, os fãs brasileiros ficaram em êxtase, onde foram às redes sociais para comemorar. Seria essa a “Era Rock” de Anitta?

Para infelicidade de muitos, não. A cantora afirmou em coletiva de imprensa, que o lançamento não revela os próximos passos de sua carreira musical.

“Não veio era nenhuma, veio somente o que eu queria nesse momento, eu amei e fiz assim. Tudo que eu faço é meio que me deu vontade, não é de que veio a era tal”, disse a cantora.

Além disso, o single, que traz inspirações em universos como o de Tim Burton [O Estranho Mundo de Jack], fala ainda sobre suas experiências, principalmente com ex-namorados.

Lançamentos da Semana
Foto: Reprodução

Anitta Emo?

Você pode não acreditar, mas Anitta também teve sua vibe emo. Foi antes do sucesso no Funk, claro. Por isso, a artista conta que apenas reviveu em “Boys Don’t Cry” um lado que já existia, mas que o grande público nunca havia vivenciado.

Anitta. Foto: Divulgação

“Ele está totalmente diferente de tudo que eu fiz, mas não é fora da minha zona de conforto, porque eu tive uma fase da minha vida muito roqueira. Na minha adolescência toda eu fui roqueira! Tem até uns memes na internet com fotos minhas de quando era emo. Então é só um ato meu que já existia e a galera não conhecia e aí eu resolvi fazer esse trabalho pra galera também conhecer esse lado”.

Gravação

Sobre o processo de gravação, Anitta revela que a faixa tinha um tom mais de música eletrônica, mas que ela pediu uma pegada um pouco mais de Rock.

“O processo de gravação a gente estava em estúdio, eles estavam fazendo uma coisa mais eletrônico, eu não estava amando, então eu falei que amava a banda Panic at the Disco! e pedi pra fazer algo na vibe deles, eu era muito fã. E aí a gente começou a fazer uma coisa nessa vibe”, disse a cantora.

Anitta. Foto: Divulgação

“Mostrei pra eles a época que eu era roqueira, as musicas que eu ouvia e aí a gente fez essa vibezinha. E o clipe, depois que eu gravei a musica, recebi ela com a minha voz, já vinha se formando o clipe na minha cabeça”, completa.

Clipe

Com um visual escuro e sombrio, Anitta aposta em uma pegada bastante conhecida entre os filmes de terror para o clipe de “Boys Don’t Cry“.

De acordo com ela, é justamente dos cinemas e das séries que partem as inspirações de seus videoclipes.

“Todas as inspirações que eu pego para os meus trabalhos vem de filmes, séries… Eu nunca assisto nada de cantores, porque eu não quero ser influenciada. Automaticamente quando a gente ver alguma coisa que gostou muito, nosso cérebro indiretamente meio que copia e eu não gosto de assistir nada de cantor, eu assisto muito filme e muuuitas séries. E aí o clipe eu resolvi fazer de uma forma meio dark mas ao mesmo tempo pop, meio funny, só que com cenas de filmes que eu adoro e aí surgiu o clipe.”, garante.

Crescimento internacional

Anitta é o nome quando se fala de música brasileira na atualidade. Desde seu início na música profissional, já se vão mais de 10 anos no Brasil. Como é que nos Estados Unidos a fama seria mais rápido?

É isso o que questiona a artista quanto às cobranças.

“Não acho que existe isso de ‘virada de chave’, acho que tudo que vira de uma hora pra outra, também cai de uma hora pra outra. Então acho que é um trabalho de formiguinha mesmo de entender que eu não dedico 100% do meu tempo só aos Estados Unidos, como todos os artistas daqui”.

A brasileira compara ainda o período de ascensão e consolidação por aqui em relação o exterior:

“Se no Brasil demorou 4 anos pra eu ter uma musica que realmente tomasse o país inteiro e eu dedicava 100% do meu tempo ao Brasil, não é aqui que eu vou querer que seja tudo mais rápido, só tem um ano que eu comecei. Minha primeira música de radio em inglês faz menos de 1 ano [Girl From Rio]. Então pra gente e pra toda nossa equipe já é um resultado bem rápido”.

As diferentes faces de Anitta

Anitta. Foto: Divulgação

Quem conhece Anitta, sabe. A artista é uma camaleoa quando se trata de estilo musical. Desde seu ingresso no Funk, a novos ritmos como o Sertanejo, Pagodão Baiano e mais recentemente, a música eletrônica e o Reggaeton, Anitta conta sua verdade através da arte.

Sobre a primeira faixa em Rock, a brasileira explica:

“Eu sempre fui uma pessoa que escutava de tudo, sempre fui eclética, de olhar tudo, desde de pequena eu escutava de tudo. Então eu nunca goste desse negocio de “ah, pra cantar funk você tem que ser do funk, pra cantar rock, você tem que ser do rock, pra cantar reggae, tem que ser do reggae”, eu não tenho que ser de cassete nenhum, eu tenho que gostar e fazer o que estou afim de fazer. Se não tiver bem feito, bom, quem gostar, gostou, quem não gostar, não gostou. Ninguém é obrigado a ouvir. Eu faço o que me dá vontade, a minha vida inteira eu ouvi um pouco de tudo, então porque que eu não posso cantar um pouco de tudo? Eu gosto do ritmo, eu vou e faço. Acho legal, vou e faço. Quem gostou, gostou. “

Brasilidade

Anitta é a Garota do Rio com certeza, mas nem por isso precisa ficar mostrando seu país em todas as faixas. Sobre essa cobrança, a cantora comenta:

“Tem muita que eu acho que tem a ver contar coisa do Brasil, tem outras que não, acho que ia ficar muito forçação de barra, fica chato, repetitivo. Acho que fica legal se combinar e tiver a ver com o contexto, com o que eu tiver fazendo, eu vou sempre colocar Brasil mas se não tiver a ver não vou ficar forçando. Acho que o trabalho tem que fazer sentido”.

*com colaboração de Jucilene Barbosa.

Daniel Outlander

Daniel Outlander

Tenho 28 anos, sou jornalista e publicitário e Jovemnático! Amo música, cultura em geral, e assino a edição dos textos no site do Prêmio Jovem Brasileiro.

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